domingo, 20 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
A capela mortuária
Mas para que conste e para que se perceba a generosidade dos amigos do Carvalhal consultei o "Notícias do Carvalhal" e aí encontram-se registados os contributos de pelo menos 77 doadores individuais, um donativo da Comissão de Festas do ano de 1996, no valor de €: 1.500,00 e uma comparticipação da Câmara Municipal de Pinhel no valor de €: 2.000,00.
Os terrenos foram, na quase totalidade, doados pelos seus proprietários, com excepção de uma pequena parcela que foi adquirida por €: 250,00.
Facilmente se percebe que a capela mortuária foi construída com base nos donativos da população ficando desse modo o município com um problema resolvido sem grande esforço financeiro.
Este é mais um dos exemplos da nobreza das gentes do Carvalhal. Pena é que essa nobreza de espírito e de acção se venha mais tarde a reflectir em aproveitamento do erário municipal por outros, que de justiça, deveria ter sido investido no Carvalhal.
Espero que o tempo não me venha dar razão.
Para que conste nos anais da história, a inauguração, nestes casos não desejada, foi feita com o velório do corpo do tio Amadeu Paulo, pessoa que foi muito querida e estimada na aldeia.
Que a tua memória perdure "ad eternum" tio Amadeu.
Senhor Presidente da Junta de Freguesia, agora é preciso concluir os arranjos exteriores. Esperamos que sejam plantadas árvores adaptadas ao local e se faça um pequeno jardim. Se a Junta não tiver dinheiro mova a sua magistrutura de influência junto do município.
domingo, 13 de julho de 2008
Um casamento no Carvalhal
Jardins no Carvalhal
Aqui fica o desafio aos visitantes para me dizerem em que jardim se encontram estas flores.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
O Chafariz
Lugar onde matávamos a sede. Local de encontro e de confraternização. Local onde muitas raparigas, enquanto enchiam os cântaros ou os regadores de água, ouviam piropos lisongeiros da rapaziada. À sua volta correram centenas de crianças que jogavam às escondidas. Em seu redor colheram-se ensinamentos e receberam-se conselhos dos mais velhos. Enquanto o balde ou regador engolia a água que iria para as modestas cozinhas da aldeia, aproveitavam, as mais velhas, para fazer corte e costura das vizinhas, inventando namoros às moçoilas que muitas vezes, coitadas, ainda nem conheciam as virtudes e sensações de um beijo picante.
Estou certo que não haverá um nascido no Carvalhal que não tenha dentro de si uma bela recordação do chafariz da Lameira...
Recorte simples, linhas direitas, granito trabalhado; em redor, bancos acolhedores, fazem do chafariz de cimo do povo uma das construções mais bonitas da aldeia.
Quando houver oportunidade divulgarei aqui também a imagem do chafariz do Fundo do Lugar.
O trio de chafarizes que há na aldeia são, no seu conjunto, a memória do tempo em que o povoado não tinha rede de abastecimento de águas às habitações. Os habitantes carregavam as vasilhas e abasteciam-se da água, gratuitamente, que jorrava das torneiras dos chafarizes. Nas décadas de 50, 60 e 70 do século passado, a aldeia embora povoada por centenas de consumidores não sabia o que era restrição ou falta de água.
Estranhamente, ou talvez não, com a migração veio um período, ainda longo, em que secaram as torneiras dos chafarizes.
Para muitos, a escassez de água foi motivo de distanciamento da sua terra natal, já que no verão, por vezes havia racionamento do precioso líquido, o que causava desconforto, incomodidade e falta de condições mínimas de qualidade de vida.
Há cerca de um ano, finalmente, os carvalhenses foram bafejados com o abastecimento de água potável, sem cortes no abastecimento; o que contribuiu para a melhoria da qualidade de vida e bem estar dos residentes e dos visitantes.
O Carvalhal ficou mais acolhedor e mais rico.
Os chafarizes são a memória de um passado em que se misturou o encanto e a alegria de ver uma aldeia a fervilhar de gente jovem e muita pequenada com a vida difícil do amanho das terras sem rendimento capaz de fixar as gentes ao local.
sábado, 5 de julho de 2008
Os fundadores da Associação "Os Amigos do Carvalhal".
Acabei de receber o nº 9 do Jornal "Notícias do Carvalhal".
Parabéns ao seu responsável editorial pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo com a manutenção de um boletim informativo que prima sempre pela melhoria de edição e de conteúdos. Ao Joaquim Ribeiro, filho adoptivo do Carvalhal, os meus sentidos parabéns e reconhecimento pela sua dedicação à causa da nossa terra.
Parabéns ao seu responsável editorial pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo com a manutenção de um boletim informativo que prima sempre pela melhoria de edição e de conteúdos. Ao Joaquim Ribeiro, filho adoptivo do Carvalhal, os meus sentidos parabéns e reconhecimento pela sua dedicação à causa da nossa terra.
Li com atenção o editorial e merece-me dois pequenos apontamentos:
- A minha homenagem aos fundadores da Associação "Os Amigos do Carvalhal". Aqui reproduzo os seus nomes:
- Joaquim Oliveira Ribeiro, Manuel Albino Pereira, Joaquim Gaspar, António Marques, Américo Marques, Manuel Gil, Francisco Rocha, Eliseu do Amaral; Gracinda Carmo Ferreira Nunes, Maria Lia Gaspar e Horácio Afonso Pereira. Aos que já faleceram uma grata recordação, aos que continuam entre nós, um abraço de profunda amizade.
Apelo a todos os amigos do Carvalhal que respondam positivamente ao alerta que nos deixou o Joaquim Ribeiro - Enviem textos para serem publicados. O jornal deve ser um ponto de encontro entre os associados e os associados podem e devem participar activamente na história da nossa aldeia.
Noutros posts futuros voltarei a pronunciar-me sobre outros conteúdos do jornal, mas lanço já aqui um pedido ao seu editor - Teria muito gosto em divulgar aqui as fotos do "Carvalho Grande" e das "Maias".
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